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No feminino, todas foram campeãs

Aos poucos o futebol feminino vai ganhando o seu espaço. Basta que todos os envolvidos – das diretorias aos torcedores – comprem a ideia

26/08/2019 às 06:45
No feminino, todas foram campeãs

São Paulo é o campeão do Campeonato Brasileiro A2 de futebol feminino. Venceu por 4 a 0 o jogo de ida, na capital paulista, empatou com o Cruzeiro, em Belo Horizonte, por 1 a 1 e levou o título.

A conquista é muito importante para o time paulista, que mesmo sem a principal jogadora, Cristiane, fora por lesão, conseguiu levantar o caneco. Este é o primeiro título nacional do São Paulo desde que o clube retomou os trabalhos com o futebol feminino. Foram 13 partidas, dez vitórias, dois empates, uma derrota, 42 gols marcados e somente quatro sofridos. Campanha praticamente igual ao do Cruzeiro, vice-campeão. O time celeste entrou em campo 13 vezes com dez vitórias, um empate e duas derrotas.

É imprescindível destacar a ótima campanha do time celeste. A última equipe a ser montada, tendo em vista que armaram o elenco em fevereiro e estrearam em março, conseguiu o segundo lugar e uma das vagas para a Série A da categoria. Aqui vale destacar o brilhante trabalho desenvolvido pela supervisora Bárbara Fonseca. Buscou peças importantes e trabalhou incansavelmente para que o sucesso fosse alcançado. E foi!

Ser vice não é sinônimo de derrota. Na final do feminino, todos venceram: a luta, a perseverança, a entrega, o trabalho, a raça, os enfrentamentos... Os paradigmas estão sendo quebrados, os torcedores estão apoiando, o futebol está crescendo.

Não é fácil viver na pele as dificuldades que essas meninas enfrentam. O preconceito, a falta de confiança e incentivo. Ainda que seja apenas o começo, deixo aqui o meu abraço e o meu reconhecimento. Aos poucos o futebol feminino vai ganhando o seu espaço. Basta que todos os envolvidos – das diretorias aos torcedores – comprem a ideia. À medida que este “consumo” aumentar, os patrocinadores aparecem e as condições para as atletas melhoram.

O Atlético, que infelizmente foi eliminado na primeira fase, também precisa ser reconhecido. Diante dos olhos da supervisora Nina Abreu, muitas joias serão reveladas e muitos títulos serão conquistados.

Ao América deixo os meus incentivos também. Afinal, as coelhinhas chegaram até às quartas de final. Campanha boa e digna de muito reconhecimento. Siga confiante, Luiza Parreiras. 

Estamos muito longe do ideal, não tenho dúvidas, mas tenho a plena certeza que com mulheres fortes como Bárbaras, Ninas e Luizas, nosso futebol feminino vai se destacar no cenário nacional.

Voem, transformem e brilhem meninas!

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

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