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Setembro Amarelo: autoridades de saúde alertam para prevenção de suicídio entre jovens

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 03/09/2019 às 08:51
atualizado em: 03/09/2019 às 08:57

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Foto: Agência Brasil
Agência Brasil

A Campanha Setembro Amarelo é dedicada à prevenção de depressão e suicídio. De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo mundial é promover a conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio e a necessidade de atenção especial com o bem-estar e a saúde mental de crianças e adolescentes.

Para o psiquiatra Aloísio Andrade, o assunto é delicado, mas precisa ser discutido. O especialista cita um dado alarmante: quase um milhão de pessoas tiram a própria vida no mundo por ano.
“As causas normalmente são o estado depressivo, muitas vezes a pessoa não tem depressão, mas vive uma situação depressiva e, influências externas, por exemplo, quando se noticia que um famoso se matou.”

Neste ano, a preocupação é ainda maior com os jovens. “Hoje, boa parte dos suicídios entre adolescentes está ligada a situações expostas na internet ou redes sociais. Recentemente, tivemos aqueles casos ligados a baleia azul. Fica a recomendação de que precisamos ter um grupo de proteção formado por amigos, colegas de trabalho e familiares que, quando percebe alguma pessoa desanimada, com sintomas de depressão, deve ajudá-la a continuar vendo sentido na vida”, detalha o psiquiatra. 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alerta que os jovens brasileiros estão entre os que passam mais tempo conectados à internet. 

“Eles desenvolvem dificuldades para lidar com a confusão entre o mundo online e as exigências e frustrações cotidianas do mundo fora da rede mundial de computadores. Isso acaba gerando ansiedade e enfraquece vínculos sociais. O alcance e imediatismo das redes sociais podem potencializar questões que sempre causaram mal-estar entre os jovens, como por exemplo, bullying”. 

O governo defende o trabalho em conjunto entre as pastas da saúde e educação para lidar com assuntos como depressão, ansiedade e os cuidados com a saúde mental, dentro das escolas. “Temos que dizer que a depressão existe e que não se trata apenas de um estado de melancolia. Precisamos desmistificá-los, abordá-los como outros assuntos de saúde, como a hipertensão ou a diabete e valorizar a vida”, detalha o ministro da Saúde. 
 

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