Notícias

Secretaria de Saúde reforça importância da prevenção e controle da sífilis

Por Agência Minas , 28/08/2019 às 10:39
atualizado em: 29/08/2019 às 10:54

Texto:

Foto: Pixabay
Pixabay

A sífilis, caracterizada por ser uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada pelo Treponema pallidum (T. pallidum), está avançando não só em Minas Gerais, mas em todo o país. Para controlar o aumento de casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a toda a população medidas de prevenção ao agravo, como preservativos, exames para diagnóstico e tratamento necessário.

“O aumento do número de casos de sífilis na atualidade pode ser atribuído à ampliação do diagnóstico por meio da testagem rápida na atenção primária. No entanto, também há a ocorrência da redução do preservativo nas relações sexuais, que consiste na principal forma de prevenção da doença”, afirma a coordenadora de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mayara Marques.

Sífilis adquirida

A sífilis adquirida traz sérias complicações para a saúde humana. É caracterizada por feridas nos órgãos genitais, erupções pelo corpo e nas mucosas, danos no cérebro, medula espinhal e vasos sanguíneos. “A sífilis adquirida pode ser transmitida tanto por meio do ato sexual, quanto pelo contato com o sangue infectado. A infecção é passível de prevenção e tem cura”, explica Mayara. Ao longo de 2018, Minas Gerais registrou 14.842 casos de sífilis adquirida no estado, enquanto em 2019, até o momento, foram notificados 8.235 casos.

Sífilis em gestante

Na classificação da sífilis em gestantes, há a probabilidade de a doença ser transmitida para o feto, fato caracterizado pela transmissão vertical, principalmente entre a 16ª e a 28ª semana de gestação. O contágio ocorre com mais periodicidade no período intrauterino, mas também pode acontecer no parto, se houver lesão ativa.

“É imprescindível que a gestante realize todas as consultas e exames do pré-natal. O teste para diagnóstico da doença é feito na primeira consulta, no terceiro trimestre da gestação e no momento do parto. A infecção no recém-nascido pode ser prevenida por meio de exames de rotina, tratamento adequado em casos de exame positivos e pelo uso do preservativo”, explica a coordenadora Mayara Marques.

Em 2018, Minas Gerais registrou 5.498 casos de sífilis em gestantes e, em 2019, até o momento, o estado teve notificação de 2.514 casos.

Sífilis congênita

A sífilis congênita ocorre quando há a transmissão da doença para o bebê durante a gravidez. “Na ausência de tratamento, a transmissão vertical da sífilis é elevada. Entretanto, o diagnóstico e tratamento oportuno são altamente eficazes e reduzem a transmissão de forma considerável. O número de casos notificados para esta modalidade da doença dependerá, portanto, da capacidade de intervenção dos serviços para reduzir a transmissão vertical, do diagnóstico precoce e tratamento adequado às gestantes e seus respectivos parceiros”, explica Mayara.

Em 2018, Minas Gerais registrou 2.433 casos da sífilis congênita, enquanto em 2019, até o momento, foram notificados 1.336.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'Eu estou levando minha revolta para um lado de injustiça, eu preciso de uma resposta. Eu guardei tudo no quarto do bebê. Essa dor parece que não vai passar', completa.

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O caso foi revelado em primeira mão pela rádio Itatiaia e repercute nacionalmente.

    Acessar Link