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Prosa Poética, no programa Tarde Ponto Com, por Mary Arantes: 'A carteira, a bolsa ou a vida!'

Por Mary Arantes , 16/09/2019 às 16:18
atualizado em: 16/09/2019 às 16:28

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Foto: Pixabay
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“Se cair um menino na minha bolsa, Mary, ele cria! Tem de tudo aqui: adoçante, balas para os netos, chicletes e barra de cereal.” De novo a Rita, uma amiga mais que querida a me contar casos engraçadíssimos. Ela que vive fingindo de songa-monga, mas que nunca me enganou. Escute este último caso dela:

“Da última vez que um guarda me parou e pediu meus documentos, tive que dar o golpe da Dona Maria, Mary”. Sabendo da verdadeira zona que é sua bolsa, não teve dúvidas, virou tudo na poltrona do passageiro e disse pra ele: “olha seu guarda, não precisa ficar nervoso não (claro que era ela que estava nervosa), que tá tudo aqui. Meu marido não me deixaria jamais sair de casa sem documento. Moço, me ajuda aqui a procurar?” Quando o moço conseguiu achar naquele furdunço os tais documentos já foi logo desaforadamente dizendo: “agora dá para a senhora ligar para alguém devidamente habilitado para vir buscar o carro da senhora? É que a sua carteira, Dona Rita, está vencida há QUATRO anos!” “Jesus do céu, moço, eu juro por Deus que não sabia, eu tinha certeza que era a do meu marido, Evandro, que ia vencer! O senhor está vendo que eu estou levando minha mãe para o aeroporto. O senhor pode me multar, mas, pelo amor de Deus, deixa eu só levar ela lá, se não ela vai perder o voo.” Nisso mamãe devidamente ornamentada para um voo, bolsinha de gobelin com alça de acrílico num braço e no outro, sua indefectível bengala, que já acenava para o tal do guarda. Não sei se por medo de uma bengalada ou se na verdade caiu no golpe da Dona Rita, o moço liberou as duas e elas foram morrendo de rir caminho afora. Ela conta e gargalha de suas aventuras. 

Conheci também um carioca que me contou de um golpe que dá em blitz. Jamais fugir, é a dica dele. A primeira coisa que faz quando vê uma blitz é dar seta e se colocar nas barbas do guarda. Claro que o guarda toma o maior susto e já acha sua atitude respeitável. Aí ele inventa a maior lenga-lenga, de acordo com o motivo que quer que passe despercebido. Uma vez, por exemplo, perguntou par o guarda, qual era a porcentagem correta de insufilme. “Sabe seu guarda é que foi meu filho quem colocou esse insufilme e já chegou em casa com essa escuridão no carro, e sabe como é menino. Eu estou com uma cisma danada que ele me enganou mais uma vez e queria só que o senhor me ajudasse a conferir.”

Me diz aí, qual a multa que vamos dar, por nos fazer rir, esses dois atoleimados? 

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