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Estudo mostra aumento de depressão em meninas adolescentes por causa das redes sociais 

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 16/01/2019 às 09:38
atualizado em: 16/01/2019 às 09:39

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Foto: Agência EBC
Agência EBC

Pesquisa feita na Inglaterra e divulgada recentemente revela que meninas adolescentes são duas vezes mais predispostas a apresentar sintomas de depressão por causa do uso excessivo das redes sociais. No Brasil essa tendência também já é observada. Segundo o neuroterapeuta Tuiã Linhares, a incidência nas meninas é maior do que os meninos.

O estudo mostra que as redes sociais têm vários elementos que levam a pessoa a ter depressão. Um dos fatores é o tempo excessivo em que os adolescentes passam nessas ferramentas, o que faz com que eles tenham menos tempo de sono. Dormir menos que sete horas, por noite, vai aumentar a tendência de sintomas de depressão em adolescentes com idade próxima a 14 anos. 

O assédio que os adolescentes sofrem online também é um fator que pode levar à depressão, seja o recebimento de materiais impróprios para a idade deles ou até a exposição vexatória nas redes sociais, o chamado de ciber-bullying.  A ação afeta o adolescente que pode sofrer com a baixa estima e apresentar quadro de depressão. 

“O que vemos na prática é que esse uso em excesso das redes sociais faz com que as meninas se enxerguem com uma aparência menos desejável do que outras pessoas que elas veem na internet. Isso vai afetar a estima e o controle emocional, o que vai levar à depressão. Para evitar esse tipo de transtorno, o ideal é que as meninas adolescentes usem menos as redes sociais”, alerta Tuiã Linhares. 

A depressão

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante em todo o mundo. No Brasil, mais de 750 mil trabalhadores foram afastados pela Previdência Social em razão da doença.

Hoje, o país é considerado o campeão de casos na América Latina, com 5,8% da população com depressão. A faixa etária mais afetada varia entre 55 e 74 anos, o sexo feminino é o que mais sofre com a enfermidade, 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1% são depressivas.

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