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Empresários da Ceasa são investigados por sonegar R$ 200 milhões são alvo de ação do MP

Por Redação , 12/09/2019 às 10:56
atualizado em: 12/09/2019 às 15:15

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Foto: Divulgação MPMG
Divulgação MPMG

Fiscais buscam documentos em uma empresa de Contagem

Empresários do ramo de distribuição de alimentos com atuação na Ceasa de Contagem e nas cidades de Barbacena, Varginha e São Paulo são alvo de uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual (RE) e Polícia Civil (PC) que apura sonegação de R$ 200 milhões. Batizada de Demerara, a operação foi deflagrada nesta quinta-feira (12). 

São cumpridos seis mandados de prisão e 12 de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Inquéritos de Contagem, contra alvos localizados nos municípios de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Barbacena e Varginha, além de Araruama, no Rio de Janeiro. A ação conta com a participação de quatro promotores de Justiça de Minas Gerais, 40 auditores-fiscais da Receita Estadual, seis delegados e 52 investigadores da Polícia Civil. 

Em uma mansão no condomínio Riviera, em Nova Lima, na Grande BH, foram cumpridos mandados de prisão e de busca, e foi apreendida uma arma de fogo.

Divulgação MPMG

Segundo o MPMG, os empresários são suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tributária, além de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre 2001 e 2017. Nesse período, o grupo empresarial, composto por mais de dez empresas, teria sonegado cerca de R$ 200 milhões em ICMS devidos ao Estado de Minas Gerais. De acordo com as investigações, eles compravam notas fiscais frias no mercado negro e as utilizavam para diminuir o valor mensal do imposto.

“Trata-se de uma organização criminosa formada por pessoas ricas, bem instruídas e devidamente orientadas por especialistas. Os investigados, desde a década de 1990, teriam constituído um grande grupo econômico composto por empresas do ramo de distribuição de alimentos, principalmente de açúcar”, diz nota do MPMG.

Ainda segundo o MPMG, o grupo seria chefiado por dois irmãos, que se utilizariam de laranjas para constituir as empresas atacadistas, blindando seu patrimônio pessoal. Há suspeita de que empregados eram coagidos a emprestar seus nomes para a constituição das empresas. As investigações teriam descoberto que um dos sócios usava parte dos recursos obtidos com a sonegação fiscal para construir uma mansão localizada em loteamento nobre na cidade de Nova Lima, avaliada atualmente em torno de R$ 30 milhões.

Conduzidas pelo MPMG e pela Polícia Civil, as investigações se iniciaram após informações serem repassadas pela Receita Estadual.
 

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