Rômulo Ávila

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O medo de Mano 

02/08/2019 às 07:27

Vinnicius Silva/Cruzeiro

Ao ver a escalação do Cruzeiro para encarar o River Plate, tive a certeza que o objetivo do técnico Mano Menezes era decidir a vaga nas quartas de final da Libertadores na disputa de pênaltis. Afinal, qual seria outra justificativa para escalar três volantes em um jogo decisivo no Mineirão, com apoio de 55 mil torcedores e no qual o time tinha a obrigação de vencer?

Ao optar pela retranca em casa, Mano apequenou o Cruzeiro e, de quebra, mostrou para seus comandados que respeitava o River muito além do necessário. Mano demonstrou medo. E essa sinalização foi captada por torcedores e, muito provavelmente, pelos argentinos.

Mano apostou na receita que vem dando certo: colocar o sistema defensivo em primeiro plano. Se der para fazer um gol, ótimo. Caso contrário, vai para os pênaltis que o Fábio garante. 

A estratégia não é nova e já rendeu títulos importantes, como o bicampeonato da Copa do Brasil. Em parte, o objetivo de Mano deu certo, já que o time não levou gols. No entanto, até a cota de milagres do goleiro Fábio tem limites. E ontem ele não evitou a derrota.  Fato é que ficou com a vaga o time que se propôs a jogar e buscou a vitória, tanto em casa como fora. 

Apesar de ter sido espetacular na fase de grupos (segunda melhor campanha geral), o Cruzeiro não merecia eliminar o River. Seria um prêmio ao futebol burocrático, feio e deplorável implantado por Mano Menezes.

A verdade é que o rendimento celeste está muito aquém do potencial do elenco (que considero o quarto melhor do Brasil). Os resultados comprovam isso. O time tem apenas uma vitória nos últimos 17 jogos. São oito triunfos e oito empates. Além dos resultados ruins, o desempenho do time em campo é medíocre, especialmente, no setor ofensivo. São seis partidas sem balançar as redes.

A maneira de Mano armar a equipe já incomoda jogadores do elenco. O reserva Fred disse, após a eliminação para o River, que “a gente está jogando o jogo para fazer isso mesmo, para ganhar de 1 a 0, para passar de fase, principalmente nesses mata-matas”.

Atuar sempre assim é inaceitável para um time com a qualidade do Cruzeiro. Que Mano Menezes tenha a capacidade de reconhecer isso a tempo de evitar nova eliminação, dessa vez na Copa do Brasil. 

Perder ou ganhar faz parte, mas ser derrotado por medo vai contra a história do Cruzeiro.

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