Rômulo Ávila

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Muito além de um álbum de figurinhas 

10/05/2019 às 07:15

Rômulo Ávila/Itatiaia

Meu primeiro álbum de figurinhas foi o da Copa União de 1987. Era uma febre. Lembro-me que eu e meu irmão Rodrigo disputávamos quem completava mais rápido. A busca por figurinhas, especialmente as carimbadas, começava nas bancas, passava por grupinhos de troca e pelo tapão (ou bate figurinhas), que não nada mais é do que a brincadeira de virar as figuras com as mãos. Meu irmão era craque nisso.

Os álbuns de figurinhas têm relação direta na minha vida. E isso não é um exagero. As figurinhas serviram para me deixar ainda mais apaixonado pelo futebol e embalaram o meu sonho de ser um jogador profissional, o que seria realizado anos depois no meu querido Villa Nova.  

O tempo passou, a carreira foi encerrada aos 23 anos em razão de um problema na coluna, tomei outro rumo profissional e agora, 32 anos após meu primeiro álbum, um projeto espetacular do ex-jogador do Leão do Bonfim, Marcelo Ferreira, resgata parte da minha história e de dezenas de atletas que tiveram a honra de vestir a camisa do Villa Nova. O primeiro álbum de figurinhas do Leão foi lançado no último sábado, no Alçapão do Bonfim, em encontro que reuniu diferentes gerações do Villa.

São 32 páginas e 218 figurinhas com imagens antigas e atuais de ex-jogadores e funcionários de diferentes épocas que ajudaram (e ajudam) a escrever a história do querido Villa Nova. No álbum, o torcedor encontra jogadores como Piorra, Zé Borges e Búfalo Gil, Luizinho, Milton Tank e muitos outros. Há também funcionários lendários do Leão, como o massagista Zé da Pompa, o roupeiro João Pio, duas figuras com quem tive o privilégio de trabalhar. Lá estão alguns colegas do bicampeonato mineiro de Júnior (1997/1998):  Léo, Aender, Fabrício Soares, o técnico Flávio Lopes e o supervisor Vaccari ...... O jornalista e pesquisador da gloriosa história do Leão, Wagner Augusto, também virou figurinha. 

Trata-se, sem dúvida, de um trabalho que extrapola o resgate da imagem e da história de jogadores que nunca tiveram a oportunidade de viver o glamour do futebol.

 A realidade da maioria dos profissionais da bola é dura e cruel. Poucos chegam ao estrelato, com salários milionários, viagens em avião de luxo, transmissões em alta definição e fazem parte dos jogos de videogame que têm fãs de todas as idades. Muitos atletas, como eu, passam a carreira no anonimato. E isso não é descrédito. É simplesmente a realidade. É nessa perspectiva que vejo o trabalho feito pelo ex-atacante Marcelo muito além de álbum de figurinhas. É um resgate da autoestima, é reconhecimento e, principalmente, é uma prova que tudo valeu a pena. A história do Villa e todos que fazem parte dela agradecem.

O álbum com as 218 figurinhas pode ser adquirido por R$ 50 na loja do Luís Fotógrafo, na banca de revista Nossa Senhora do Pilar ou na Vila dos Esportes, em Nova Lima.

Rômulo Ávila/Itatiaia

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