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Data-Fifa: clubes precisam se unir

23/09/2019 às 06:02

Lucas Figueiredo/CBF

Com o objetivo de não prejudicar os clubes, que são quem investem na formação dos atletas e pagam seus salários, a FIFA estabeleceu um calendário internacional e criou as “datas-FIFA”.

As “datas-FIFA” correspondem ao período em que os clubes são obrigados a liberar seus atletas para a Seleção e que, portanto, as Federações devem organizar seus calendários de modo a não prejudicarem seus filiados.

A regulamentação da “data-FIFA” não aponta expressamente a proibição de partidas de clubes e muito menos punição às Federações. No entanto, a normativa esportiva (Lex Sportiva) deve ser interpretada de forma sistêmica. Ora, a FIFA, entidade máxima do futebol, criou um calendário para não prejudicar os clubes, e as Federações têm o dever de se adaptar.

O estatuto da CBF em um dos incisos do art. 12 estabelece como dever da entidade respeitar e fazer respeitar o calenda´rio internacional elaborado pela FIFA e cumprir as disposic¸o~es para que a organizac¸a~o de partidas e competic¸o~es, internacionais, entre selec¸o~es nacionais e entre ligas ou clubes, estejam condicionadas à pre´via autorizac¸a~o da FIFA.

Em um futebol cada vez mais competitivo e profissional não há como exigir dos clubes fair play financeiro, pagamento em dia, gestão profissional, se a própria Entidade de Administração não se planeja e não se organiza e acaba por prejudicar seus filiados em partidas importantes, como no caso do Flamengo.

No momento em que o Flamengo disputa ponto a ponto, rodada a rodada, a liderança do Brasileirão, o clube que se organizou é punido por ser profissional e perde um quarto do time para a Seleção disputar amistosos irrelevantes com equipes sem representatividade.

Dessa forma, ou as Federações suspendem suas competições nas “datas-fifa” ou adiam as partidas dos clubes que cederem jogadores.

Caso contrário, os prejudicados devem buscar nos Tribunais Desportivos o direito de não disputar partidas oficiais nas “datas-FIFA”. Só assim, a organização e profissionalização tão exigida dos clubes será, também, uma realidade nos calendários nacionais.

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