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Defeitos similares, virtudes diferentes

Inter e Cruzeiro: carências distintas nos elencos...

03/09/2019 às 07:05
Defeitos similares, virtudes diferentes

O Cruzeiro anda sofrendo com a falta de velocidade. O Inter, por motivos diferentes, também. Contra o Flamengo, pela Libertadores, no jogo do Beira-Rio, o 4-1-4-1 do Colorado teve, pelos lados, Rafael Sóbis e D’Alessandro. Os gaúchos se apresentaram, na oportunidade, de modo extremamente burocrático. Um time comum. Para mim, neste duelo, o treinador errou ao deixar Wellington Silva de fora. Se Edenílson e Patrick fornecem intensidade, se mostram boas alternativas de meio-campistas que trabalham de área a área, o elenco colorado não é muito pródigo nas funções de armador clássico e atacantes de lado dribladores, agudos. Nico López foi bem contra o Botafogo no sábado, quebrando jejum de 24 jogos sem marcar. Pode ser opção para começar nesta quarta por uma das beiradas. Com isso, deixaria os mandantes ligeiramente mais dinâmicos.

As perdas de Romero e Lucas Silva seguem sentidas na Toca. Rogério Ceni vem colocando em prática sua ideia de utilizar Robinho como um segundo homem de meio-campo, e não aberto pela direita. Ainda ronda a incerteza, entretanto, quanto à capacidade física deste atleta para conceder a vivacidade necessária ao setor. Na vitória sobre o Vasco, no domingo, com ele e Henrique como volantes as transições ofensivas da Raposa permaneceram demasiadamente lentas. Edenílson e Patrick seriam bem-vindos no plantel cinco estrelas, para suprir essa carência de peças mais físicas no centro. Por outro lado, dá para dizer que David, Pedro Rocha, e Marquinhos Gabriel caberiam no grupo do gigante de Porto Alegre, pela agressividade que possuem no um contra um, pela capacidade de atacar os espaços conduzindo a bola. Cada um com suas limitações...

Em vários confrontos recentes – derrota para o Flamengo no Maracanã, por exemplo –, na sua trajetória como um todo, Odair – que em geral faz bom trabalho – pecou por uma espécie de excesso de cautela. Até no triunfo em pleno Mineirão, na ida destas semifinais de Copa do Brasil, o Inter não revelou méritos contundentes na fase ofensiva – o sucesso veio muito mais por virtudes no combate e pela falta total de repertório dos mineiros na ocasião. Como no futebol brasileiro, porém, as oscilações emocionais e a opinião pública costumam interferir de formas tão profundas quanto multifacetadas, confesso que fico com uma dúvida: o Colorado, por jogar pelo empate, cairá nos seus cacoetes “pragmáticos” comuns nos últimos tempos, ou exibirá uma faceta mais “atrevida”, mudando devido às críticas que vem recebendo? 

No final da era Mano o principal problema do Cruzeiro era a inoperância quase patológica para construir, incomodar a retaguarda inimiga. Ceni me parece um nome adequado para solucionar este entrave. Até agora, todavia, levando-se em conta a pasmaceira criativa da Raposa que predominou nas duas últimas rodadas do Brasileirão, não dá para cravar que a equipe já transmite segurança neste aspecto.

Fotos: Vinnicius Silva/Cruzeiro e Ricardo Duarte/Internacional

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