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Vencer, vencer OU vencer

27/08/2019 às 11:17
Vencer, vencer OU vencer

Amigos, o Atlético entra em campo nesta terça-feira, lá em Bogotá, na Colômbia, diante da La Equidad pela Sul-Americana, e eu te pergunto: em busca do quê? Há tempos que eu tenho a sensação de que o clube alvinegro de Minas Gerais vive sem um objetivo para além dos 90 minutos. É claro que durante o jogo, é ‘vencer, vencer e vencer’. Mas vencer para quê?

Falo isso por empatia ao torcedor que, assim como eu, desconhece os planos técnicos e administrativos e sequer sabe a qual jogo ir. Nos últimos sete dias, por exemplo, foram dois jogos em casa: contra a própria La Equidad, na terça-feira passada, e diante do Bahia, no sábado, pelo Brasileiro. E se você olhar o público, verá que o duelo nacional teve mais alvinegros nas arquibancadas do que pela competição continental. Em contrapartida, receberam de Rodrigo Santana uma equipe totalmente reserva em campo. 

Se vencesse o Bahia no sábado estaria há três pontos - ou uma vitória - do líder do Brasileirão. Amigos, o que sonha mais o torcedor atleticano que o bicampeonato brasileiro? Desconheço outro pedido. Agora, vai ter que brigar novamente por uma posição no G4, que dá uma vaga a Libertadores, que, se sair, dá uma vaga na Sul-Americana e, se sair... Vai voltar a atenção para o Brasileiro tardiamente e manter a sina de esperar acabar o hoje para pensar no amanhã, sem planejá-lo. 

Amigos, não estou aqui para dizer que deveria focar no Brasileiro e não na Sul-Americana. Acho apenas que o Atlético tem condições de brigar pelos dois. Assim como fazem os adversários do nacional que também estão em outras competições - Flamengo usou time titular e, de resultado, chegou à ponta da tabela. Além do mais, o alvinegro jogou em casa, no sábado, 80 horas antes do confronto desta terça-feira. E se o time titular pôde, a pedido técnico, treinar às 8 horas da manhã do mesmo sábado, porque, ao invés disso, não podia sequer compor o banco de reservas às 11 horas? 

Nelson Rodrigues dizia que “uma multidão que só vaia não pode chamar-se a si mesma de torcida nem tem o direito de exigir vitória”, e vendo a torcida do Atlético terça passada apoiando o pífio 2 a 1 diante da La Equidad, com um a mais boa parte do jogo, e retornando em maior número no sábado de manhã, aplaudindo, jogando o time RESERVA para cima, mesmo perdendo desde os 19 minutos de jogo para o Bahia, penso que a vitória hoje é obrigação e, mais ainda, que ela seja um traço de um objetivo maior: mais um título continental para a sala de troféus no Lourdes.

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